A Rota Transatlântica é um percurso cultural pelo litoral angolano que reconstrói os caminhos históricos do tráfico de pessoas escravizadas, contada exclusivamente pela perspectiva dos angolanos e das suas comunidades vivas.
Mais do que visitar locais históricos, esta rota propõe um encontro com guardiões de memória. É a oportunidade de compreender o papel central de Angola na construção das identidades contemporâneas das Américas e da Europa.
A cidade costeira que serviu de palco para o início da travessia. Uma leitura urbana sobre os casarões coloniais e o simbolismo da costa.
Onde a história oral ganha vida. O encontro com a sabedoria local para compreender as diferentes fases do comércio, do engano à violência.
Um dos pontos de maior impacto emocional da rota, guardando as marcas físicas e orais da concentração antes do embarque.
Uma reflexão sobre os ciclos de exploração e o que permanece nos territórios quando o "desenvolvimento" se retira.
A capital como epicentro das ambiguidades históricas. Onde se encontra uma reflexão profunda sobre responsabilidade e memória.
O nosso modelo sugere que um mínimo de 15% do valor da operação seja distribuído directamente pelas comunidades visitadas.
Recomendamos vivenciar a rota na época do Cacimbo (Maio a Outubro) para garantir o melhor acesso às vias de terra.
Calçado de caminhada, roupas frescas e Kwanzas (cash) para adquirir artesanato directamente aos produtores.
Esta rota aborda histórias sensíveis. Respeite os silencios e peça sempre autorização antes de fotografar as pessoas.
Seja um viajante a planear a sua visita ou um operador turístico local, faça parte do ecossistema do Trilhas de Memórias.